16 de jul de 2012

Fetiche (Série Makedde #1) – Tara Moss

postado por Caleb Henrique



Editora Fundamento, 1999, 308 páginas. (Skoob) 
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Em uma frenética caçada a um sádico psicopata, uma jovem modelo formada em Psicologia Forense tenta capturar o assassino de sua melhor amiga. Mas sua ousadia vai longe demais e, sem perceber, ela pode estar correndo diretamente para as garras de um serial killer. A única pessoa em que ela confia, e por quem se apaixona, o sedutor detetive Andy Flynn, parece esconder segredos perigosos. Como saber em quem acreditar quando as aparências determinam quem vive e quem pode estar condenado a uma cruel sentença de morte?

Avaliação: 4/5


Tomei este livro emprestado de uma amiga que, por sua vez, tinha tomado emprestado da prima. Enfim, vamos direto ao que interessa. Apesar de não ter achado a capa atraente o suficiente – embora ela se encaixe perfeitamente no enredo – eu me maravilhei com a sinopse. Não é nenhum segredo que eu sou apaixonado por romances policiais e esse me pareceu um prato cheio e, para minha alegria, de fato foi.


Tal qual sua personagem a escritora é modelo. Alguns a consideram a nova Agatha Christie, porém eu acho este um elogio demasiadamente exagerado. Ela escreve bem, o livro prende, não decepciona, entusiasma e deixa um gostinho de quero mais (ainda bem que tem continuação), mas até que ela consiga me causar o mesmo choque que a Agatha, em Assassinato no Expresso do Oriente,  continuarei afirmando que é um comentário precipitado.

Retomando o foco principal: O livro. Como eu disse anteriormente, a capa não parece grande coisa, mas todo leitor é prova viva de que quem vê capa, não vê coração. E esta é uma história, que compensa e muito. Para ser honesto, por mais que eu tenha tentado deduzir a identidade do serial killer, não cheguei nem perto. E foi justamente a revelação dele que me surpreendeu, mas deixou aquela sensação de ‘Ela poderia ter tornado a descoberta um fato maior e mais eletrizante’, embora, eu tenha de confessar ter ficado mais surpreso que pensativo. A escrita é em terceira pessoa, possibilitando-nos compartilhar dos pensamentos de personagens como Mak, Andy e até mesmo o próprio assassino.

É um excelente livro de estreia e eu mal vejo a hora de comprar os próximos e dar um fim nesta ansiedade que o final deste plantou em meu coração.

Querem um trechinho? Mas é claro!

Ele passou a língua pelos lábios distraído, com uma mão se fechando devagar enquanto a outra segurava a fotografia. Makedde Vanderwall. Makedde. Mak. (...) A familiaridade dela o envolveu; ela era fascinante, mais importante e especial que todas as outras garotas. Makedde era única. Ele deslizou seu dedo devagar pela superfície da foto. O destino tinha trazido até ele a vadia de cabelos escuros. Junto com ela, o destino tinha trazido Makedde. (pág. 66)

Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.