19 de jul de 2012

Das Páginas Para as Telas #1: Para Sempre

postado por Caleb Henrique


Olá, Viajantes!

Depois de muito pensar sobre qual filme escolher para a estreia da nova sessão do blog, optei por Para Sempre (The Vow) justamente por ter sido a última adaptação que vi. Mas antes de falar sobre ela, quero enfatizar algo importante, a avaliação do livro. Foi uma decisão difícil, pois este foi um livro que desejei muito – na verdade, passei quase um mês inteiro participando de promoções pela blogosfera antes de finalmente comprar o meu exemplar – e, bom, não é que ele não tenha correspondido totalmente minhas expectativas, afinal eu já tinha me atrevido a ler algumas críticas e tinha ideia do que esperar. A estória do casal é linda, além de real, o que torna tudo ainda mais intenso, mas a escrita é um tanto enfadonha, algo que você pouco percebe, pois o livro é curtinho e você o termina antes que possa perceber grandes falhas. O que me fez parar, pensar e me colocar no lugar do Kim, que é o escritor e personagem da estória, afinal quão difícil deve ser colocar os momentos mais difíceis de sua vida em papel? Por isso dei quatro ao invés de três ‘malinhas’ para ele.

Agora, vamos ao assunto que nos trouxe até aqui hoje, o filme.


Para quem nunca leu a sinopse do livro ou filme, deixe-me explanar a situação: Para Sempre é uma estória que tem como objetivo principal nos levar a refletir sobre nossa própria estória e a importância que o passado pode ter. Imagine como deve ser acordar num hospital, ver apenas pessoas estranhas e, pior, descobrir que uma dessas pessoas é seu esposo, do qual você não consegue lembrar. Imagine acordar e não lembrar-se das coisas que aconteceram durante os últimos tempos. Pois é, parece assustador. Agora, se coloque no lugar do esposo. Imagine ver a mulher que você ama – e que te jurou amor eterno – acordar, após um grave acidente e não lembrar-se de você. Parece – e sem dúvidas é – assustador. Então o personagem vem e nos surpreende com a decisão de reconquistar sua própria esposa. Provar para ela – e para si mesmo – que o para sempre existe.

Confesso que, enquanto lia o livro, imaginei como seria ver vários dos acontecimentos nas telas e a forma que reagiria a eles, mas isso foi tirado de mim logo nos primeiros minutos de filme, quando descobri que a estória é diferente da do livro. Basicamente isso: personagens novos, com um acidente – bem menos grave – e perda de memória em comum. Por isso a fidelidade à obra não passa dos 20%. E ao descobrir isso cogitei em parar de assistir na mesma hora, mas resolvi dar uma chance, afinal, o filme tem como objetivo passar a mesma mensagem para nossas vidas. Não posso dizer que me decepcionei, apesar de ter achado tudo bem mais vago e menos intenso na adaptação. Mas é de fato um bom filme, não excelente, mas bom.

Para quem ainda não viu nem o filme nem o livro, deixo aqui o primeiro capítulo e logo abaixo, o trailer da adaptação:



Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.